Mostrando postagens com marcador Rascunho. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Rascunho. Mostrar todas as postagens

21 de novembro de 2009

Poesia.

Ter
(Anderson R. da Silva)

Alguns querem a madrugada
Querem encontrar palavras na música cantada
E olhar em volta e ver paz
Querem abraçar e aquecer
Respirar ao pé do ouvido e dizer
Vem cá meu sorriso, chega perto e traz
Todo o sentimento guardado
E ansiedade que sufoca nesse quarto
Pela falta de ter
Pela vontade em querer
Viver ao lado de alguém e morrer
Aos poucos todo o amanhecer
E quando renascer chega perto para poder te dizer
O quanto preciso de você!

Mesmo sem saber quem
Sem pensar em ninguém
E ter inveja de ver alguém
Colher todo esse sentimento que tem
Guardado sem poder oferecer
E cada frio na madrugada perde um segundo do seu viver
Por simplesmente não poder
Ter o poder de preencher
Compreender, escrever ou dizer
A importância de formar um par
De sorrir muito quando dançar
Olhar no olhar
E lábios a se encontrar
Cheiro com cheiro
Pele com pele
Ele nela
Viver por ela
Até o amanhecer
Até o anoitecer
Gastar o tempo para dizer
Que é bom ter você
Mesmo sem saber que é você.

23 de março de 2009

Poesia da semana...

Correnteza
(Anderson Maya)

A passo torto, Quem nem sabe de si mais
Perambulando entre travessias ricas
Mas nada sabe, eis a maldita dúvida que ronda
Na dor de cabeça da madrugada passada
Que por fim devassa, um dia aonde iria ser a caça
Mas no seu suor medo exala, tanta falta?
Mas a caminhada é onde se define se quer mesmo ir até que chegue a madrugada
Ou desista com receio que venha cair numa trapaça.
Vida que desgasta, tantos versos saboreados como novidades
Que por fim se deságua e na correnteza abraça uma calha e quem bebe repara
Que alem de lavar a saliva, também alimenta a alma
Mas nada fala, pois quem não quis beber dessa água
Deixou pra trás lindas palavras e um sorriso cheio de graçaTanta falta, é a escolha do barro seco sem mata
Encaminha seus pés descalços a pensamentos que mata
Querer voltar e dizer adiante não enxerga mais nada
Mas quando olha para trás o que vê não agrada
Pois onde existia a correnteza hoje é água evaporada.
 
©2011 BENJAMIM Por Anderson Maya