10 de março de 2010
Show
No lugar não tem uma enorme capacidade de pessoas, mas a quantidade que estava por lá foi capaz de aglomerar e capaz de receber vibrações positivas em nossa apresentação. Boa parte do público nem era conhecido, que dizer, não tinham ido para ver o nosso show, boa parte eram amigos das outras duas bandas que estavam disputando também o evento. Mas conseguimos fazer uma manipulação através da música, conseguimos trazer a massa à energia dos metais e nos refrões melódicos conseguimos arrancar coros de suas gargantas e por fim de cada canção, ouvia aplauso, assovios e gritos de pessoas esperando mais algumas sessões de JazzRap.
Apesar de nem colocar a apresentação de ontem como uma disputa, podemos dizer que foi um ensaio que deu certo para ser um belo show. Tínhamos apenas um interesse, conquistar pessoas, nada de querer vencer o festival, queríamos apenas apresentar a um público diferente o quanto nossa música é rica e merecedora de espaço no cenário do Distrito Federal.
O melhor foi reencontrar amigos de longa data. Lívia Maia, Fernando Prince e Max de Castro. Também Ver nosso parceiro DJ Gus fazendo Riffis de guitarra na banda concorrente e mostrando o melhor do Rock.
Quem foi sabe expressar exatamente o que senti, por que além de ser músico, presenciei o quanto a harmonia passeou e desenhou em cada acorde colocado por cada integrante da banda e isso me deixou bastante feliz. Quem ficou de fora pode saber que perdeu um grande ensaio de um belo show.
Ps. Acesse www.cacabandas.com e votem em Ataque Beliz para continuar no festival.
Por hoje é só.
19 de fevereiro de 2010
mais ensaio.
Ontem foi diferente, aliás, cada dia está sendo, os ensaios estão ficando redondo, e sempre há uma novidade em cada música, para simplesmente incrementar e ficar na padronização que muitas vezes assisto por aí. Sou chato e egoísta em relação à qualidade, acho que cada artista deveria pensar assim, quando criar um disco tem que impressionar e quando for fazer show sobre o álbum, tem que impressionar mais ainda, por que se for para ouvir o que escuto no CD, melhor ficar em cada.
Para mim a música tem que transmitir o que ela realmente passa, tem que encantar, arrepiar e causar uma mudança no semblante e na face de quem assiste e nesse processo estamos trabalhando em todos os ensaios, para que jamais quem assistir venha a ter pensamento como eu já tive diversas vezes pelo o que assisti.
Estamos com a promessa de executar todas as músicas do disco nos próximos shows e por essa decisão os ensaios são demorados, repetitivos e gratificantes para sempre que terminar o show ter a resposta á altura que queremos ouvir.
Muitos que assistem o show diz: Que gostou, achou foda, mas para nós ainda falta muita coisa a ser corrigida e em cada novo ensaio está revendo erros, tomando decisões e aperfeiçoando em cada canção.
Por enquanto é só...
13 de fevereiro de 2010
VIBE!
Por muito pouco o que era predestinado de acontecer muda a rota. Higo Melo chamou no canto, contou o problema e quis uma votação sobre o acontecimento, se valeria à pena ou cantarmos. Cada um expôs uma alternativa e assim iríamos para uma votação. Eu questionei o fato de pessoas estarem ali apenas para assistir o nosso show e que se tivesse no lugar do público ficarei chateado se quem eu fosse assistir não se apresentar. Por outro lado Alisson B. Melo falou a questão de respeito conosco. Sobre valorização da nossa musicalidade e respeito em fazer uma qualidade sonora a altura de quem quer assistir o nosso show. Mais uma vez ficamos indecisos, afinal queríamos tocar, mas fazer algo bom, o famoso bom som e bom show, mas como? Poderia simplesmente avisar a produção que não rolaria e pronto, mas não, gostamos de música, gostamos da nossa música, apreciamos o público e o público gosta da gente e por isso queremos fazer show, queremos apresentar nosso CD e quem não conhece vai conhecer hoje.
E foi o que aconteceu, o fato de som não está altura da nossa música, colocamos a energia devida a todos que esperavam para assistir. De dar pulos no palco, fazer discurso ácido, improvisos com a banda e fazer um famoso “biss” sem ensaio. Sim o público pediu e se a voz do povo é a voz de Deus que assim seja!
Muita VIBE!!!! essa é a palavra que resume!
Quero agradecer a quem mais uma vez esteve presente, quem pediu mais uma, aplaudiu e comprou o nosso disco. A organização deixou a desejar na qualidade sonora, mas isso é detalhe que pode ser resolvido.
Mais uma vez, valeu São Sebastião e SarauRadical!
28 de dezembro de 2009
Retrô 2009
Comecei a trabalhar no meu primeiro álbum solo, e tive a participação de Higo Melo para conseguir realizar esse sonho e ainda estou sonhando com ele, uma tarefa difícil que pretendo colocar aos ouvintes até o meio do ano de 2010. Enquanto isso não acontece, fiz algumas apresentações solos que me renderam uma construção e liderança que nunca tive e esse detalhe foi importante para meu crescimento. Ganhei seguidores e também conheci pessoas que lutam pelo mesmo ideal e tentam fazer desse mundo algo melhor para quem vive nele como a Turma do Riso liderado por Kássila Priscila e CIA, onde pude perceber que não estava sozinho nessa luta e em parceria tive a oportunidade de fazer parte de um dos trabalhos dessa equipe que é trazer na melhor fórmula um sorriso que pouco é visto em crianças abandonadas e que vive numa classe esquecida pelo governo e com isso pude avaliar o quanto dinheiro nem é tudo isso que imaginam e sim a simplicidade, carinho e amor que preenchem uma vida de uma forma que deve ser realmente aproveitada.
Também tive a oportunidade de apresentar meu trabalho a pessoas que pouco prestaram atenção na cultura e também pouco valor era colocado na balança quando o assunto era falar de mulher. Onde o tratamento era nada valioso, o vulgar era apenas um detalhe das letras escritas por Mc’s do Funk. E com poucas palavras e muita atitude coloquei a mulher onde ela deveria estar e como deveria ser tratada e por essa ação, logo após o show fui bem recebido não só por elas como também por aqueles que cantaram o oposto naquele dia e esse momento jamais vai ser esquecido.
Alguns meses ficarão para sempre em minha mente e o mês de Junho será um deles, onde tive a oportunidade de gravar o primeiro videoclipe que teve uma grande repercussão e com isso ganhou até legenda para surdos e também para estrangeiros conhecer nossa poesia que está invadindo outras fronteiras, um clipe feito de baixo custo e com muita qualidade e simplicidade. Mas ainda não pára por aí, conseguimos uma grande vitória que foi vencer o RPB Festival na cidade de São Sebastião, enfrentando grandes grupos como Diga How e Marcão do Aborígine e com isso podendo representar o Distrito Federal na cidade do Rio de Janeiro para a grande final do Festival.
Também não poderia deixar de falar da morte de Michael Jackson que foi difícil de compreender, pelo fato de achar que seria eterno e que sempre estaria lançando discos e fazendo seus passos mágicos para alegria dos fãs. Ele se foi, mas suas canções ficarão sempre no meu player para relembrar suas conquistas. RIP MJ!
Nesse ano também conheci o Blog do fotógrafo Marcos Serra Lima e tiver a oportunidade de participar de concursos de imagens criadas pelo público e votada por ele mesmo e postada em seu Blog Dois Cliques onde tive a oportunidade de ficar em 3º, 4º e 1º das fotos que lhe envie. Foi um mérito pra mim pelo fato de ser reconhecido por um grande fotógrafo que tem essa visão de divulgar novos talentos que antes se apresentavam como amadores.
Depois de perceber que não era tão difícil fazer um videoclipe, partimos para o segundo, mas acho que me enganei nesse detalhe. Gravamos “As Maravilhas do Hip-Hop” usando a técnica de cromaqui e até hoje não conseguimos editar. Talvez seja o fato do ano ter sido corrido, mas espero que logo no início de 2010 iremos colocar ele nas ruas.
Uma tristeza também fez parte desse ano. Jordano, dançarino e amigo morreu por problemas com drogas. É triste relembrar isso, relembrar o dia que ele se foi e ter que fita rodando na cabeça quando vi a mãe dele aos prantos e desculpando-se por sua ausência. Mas quero guardar ele na mente por suas coreografias, piadas e cobranças pelo meu disco, isso sim quero levar comigo para onde for, onde ficamos madrugadas ouvindo RAP e jogando dominó. Descanse em PAZ irmão!
Em outubro além de ser aniversário, queria um presente que seria importante para sempre. E ele começou a ser recebido aos poucos, tivemos nossa primeira matéria em um veículo de grande estrutura, uma entrevista no maior veículo de comunicação de Brasília e com isso pensando mais o fato de irmos ao RJ e trazer a vitória para o DF. Por esse apoio não foi diferente, conseguimos vencer 17 estados e fomos o campeão nacional do RPB Festival organizado pela CUFA. Levamos uma banda que sempre acreditou no nosso trabalho e segue conosco até hoje, sempre sonhamos tocar com banda e por muita vez foi impossível, só que dessa vez, algo soa diferente e está rendendo até hoje e João Paulo, Henrique Cardoso, Marcos Portela segue no nosso time, sim o Ataque Beliz agora é banda!
Depois da vitória no RJ muitas portas foram abertas, entrevistas em sites, blogs, televisão com transmissão pela internet fizeram parte do nosso cotidiano, isso foi único, pelo fato de sempre lutarmos por isso, depois de tanto tempo conseguimos provar a todos que somos um grupo de qualidade e podemos representar não só no DF não só no Brasil como também no exterior. Nossa banda recebeu um convite do rapper GOG para fazer uma música escrita via twitter e com isso pude conhecer pessoas como Alexandre (natirus), Digão (raimundos), Ellen Oléria e Marcelo Mira e também pude aumentar amizade por pessoas como Provérbio X, Nego Dé, Vera Verônica entre outros.
Outro fato marcante nesse ano foi tocar no Canecão no RJ. Por ter vencido o RPB esse era também um dos prêmios e para mim foi o lugar em que me senti um artista verdadeiramente reconhecido. Onde tivemos camarim com nosso nome, com uma produção com toda a preocupação e isso não tem preço. Onde encontrei artistas como Netinho de Paula, Caetano Veloso, Regina Casé, Toni Garrido, Racionais, Sergio Loroza e Robson Caetano, todos eles ao meu lado, onde pude conversar e presenciar um sonho que era ser reconhecido por fazer um belo trabalho e graças a Deus estou com os pés no chão e lutando por um espaço a cada novo dia...
Outra perda tivemos em coletivo dessa vez, a saída do DJ Gus da banda, onde busca outros conceitos e seguir um novo horizonte. Vai fazer falta, ele já sabe e quando quiser retornar a casa, será novamente bem vindo!
Mas como, comecei o ano com algumas tristezas, não poderia fechar ele da mesma maneira, com isso, para fechar o ano com chave de ouro, depois de 11 anos na luta para ficar no topo, conseguimos lançar nosso primeiro álbum intitulado por Reconceito. Um belo trabalho feito por Anderson Maya, Higo Melo, DJ Gus e Alisson Melo que já está rendendo muito fruto. Um sonho realizado, uma conquista inesplicável que eu creio que será o nosso cartão de visita e passagem para conseguir novas metas.
Para mim, esse ano foi o melhor de todos o que já vivi. Muitas conquistas foram realizadas, muitas amizades foram presenteadas, e espero que o ano que vem possa ter tudo o que tive em dobro. Agradeço mais uma vez a Deus por força, inspiração, paciência, ação, emoção e perseverança para acreditar e lutar por tudo o que fui grato.
Que venha 2010!
Ps. Que todos sejam felizes com muita paz, saúde, amor, inspiração, solidariedade para que o próximo ano seja melhor do que esse, onde a ganância, inveja e dor seja apenas um capítulo que nem seja relido, que apenas seja o reflexo para a mudança desse cotidiano em que vivemos.
Feliz 2010 a todos e todas!
22 de dezembro de 2009
O Reconceito Chegou!

Um disco repleto de muita musicalidade e simplicidade em cada harmonia colocada em cada faixa. Onde nele contém 21 canções que farão parte de trilhas sonoras de pessoas que gostam e se identificam com ele.
Reconceito é o nome, onde procuramos reformular canções que fizeram parte da nossa luta em poder apresentar o nosso trabalho ao vivo. Nova roupagem em músicas como “Bom Som”, “Eu e os Camaradaz” e “Madrugada” que durante um bom tempo foi o cartão de visita do grupo e levantou a moral e a conquista de espaços entre grupos e MCs respeitados no cenário do Distrito Federal.
Onde também nasceram canções como “Como Poderia”, “As Maravilhas do Hip-Hop” e “O Giz e o Fuzil” que foi vencedora do RPB Festival organizado pela CUFA.
Álbum de total produção independente, onde desistimos de esperar a ajuda do próximo e dedicamos a aprender sobre produção musical, edição de imagem e gravação e com isso conquistamos e fundamos o nosso Quartoestúdio e gravamos durante dois anos. Com produção de Higo Melo e Alisson Melo e algumas criações visuais de Anderson Maya.
Um disco que é dedicado a todos e todas que contribuíram com o nosso crescimento e reconhecimento por perceber que o sonho poderia ser realizado se fosse realmente acreditado por pessoas que andam conosco, apóiam, assistem, escrevem, ligam e aplaudem cada conquista. Tatiana Reis pela parceria nas fotografias, DJ Gus pelas performances e rabiscos “As Maravilhas do Hip-Hop”, “Eu e os Camaradaz” e “Recriando com Riscos” e por fazer a energia do Rock abraçar a faixa “O Giz e o Fuzil”. Edgar por no início ser nosso câmera man e mostrar as falhas que eram cometidas em cada apresentação. Aos músicos Marcel Cruz pelo arranjo em "Bom Som", Janá Sabino, André Mota e Márcio Rabelo por fazer da música "A Poesia" um discurso poético e harmônico que se resume em 4:26 e que vale a pena ser repeat.Ícaro Marra por transformar vida com os metais colocados em "Madrugada"e mais uma vez Márcio Rabelo por colocar o famoso "groove" em "Eu e os Camaradaz", valeu parceiro! Wlad Borges por colaborar nas faixas “Eu e os Camaradaz” e “Madrugada” e fazer delas um clássico para pista e roles com os amigos. Makena por deixar sua voz doce levar a nostalgia na faixa “Tudo Lembra Você” e fazer parte dessa história, meu muito obrigado a todos!
Um disco que dedico de todo o coração a um antigo amigo, colaborador, professor e mestre de cerimônia que foi assassinado injustamente e que até hoje pouco se sabe a causa. Dedico todas as faixas a Marcelo Alves Barros vulgo M.A.B. que onde estiver estará escutando e sorrindo por ver que conseguimos! Essa é pra tu amigo!
Portanto todos e todas interessados no álbum em breve sai a lista dos estados que estarão sendo vendido o disco, enquanto isso não acontece, pode espalhar ao mundo que o RECONCEITO CHEGOU!!!
8 de dezembro de 2009
Valeu Cuiabá!
E nesse fim de semana aconteceu novamente. Pela primeira vez conheci Cuiabá, numa passagem rápida, mas bem aproveitada. Engraçado como esse lugar lembra-me Goiânia, talvez pelo trânsito difícil e pistas estreitas que passei. Bom mesmo é ser bem recebido no aeroporto e ser conduzido direto ao evento pelo fato de ter embarcado algumas horas antes da apresentação pelo fato de ainda ter emprego. Não tem como viver de música (ainda) e assim tenho que continuar a trilha no jornal e seguir da mesma forma na música, mas sempre é prazeroso os dois apesar que desejo trabalhar apenas em um que é a música (claro!).
Foi quase 30minutos de passeio de carro e com isso ia trocando idéia com uns dos organizadores onde ele me perguntava sobre a apresentação no Hutuz, como estava sentido por tocar pela primeira vez na cidade e por aí vai... O que eu senti mesmo foi bastante calor, muito mesmo onde os termômetros marcavam cerca de 35º graus! Isso mesmo e eu estava suando igual uma panela e olha que eles diziam que na época de agosto chega a 47º graus, pelo jeito se frita um ovo no asfalto.
Mas senti algo novo nessa viagem, o fato de se sentir artista por mais uma vez sem bem tratado onde tinha um grande jantar com comida nordestina que me fez lembrar de casa e onde encontrei e conheci pessoas humildes que pouco se importam com aparência e querem mesmo é saber se a pessoa é transparente em suas palavras e se divertem ao som de música de qualidade.
Estava tendo uma transmissão ao vivo do evento numa rádio da web Fora do Eixo não só pelo fato do evento ter sido isolado pela produção para testar se poderia continuar outros festivais naquele local quanto para passar emoção as pessoas que não poderiam sair de casa por qualquer motivo que seja, mas mesmo assim continuariam sentir emoção de estar perto por apenas fechar os olhos e imaginar cada cena de cada voz que alimentava a noite junto com os gritos e assovios de quem estava presente.
Nossa apresentação foi divertida, apesar do calor que queria quebrar a maneira de condução de palco, mas nada abalou a performace de Mulumba Tráfica, Higo Melo, Benjamim e DJ Gus e isso é natural acontecer por que com isso, passamos a energia a quem assiste e segue o mesmo ritmo nosso no palco que é sempre pra cima!Ao fim da participação Higo Melo deu uma entrevista para a rádio e mandou um salve ao público que ouvia tudo pela web. Logo em seguida, fomos a sala de imprensa para uma coletiva onde falamos sobre a correria, lançamento do álbum, músicas sobre história de Brasília, etc...
Quero agradecer a CUFA, Linha Dura e toda a equipe do Festival por dar toda atenção, estadia e passagem para apresentar o Ataque Beliz a Cuiabá!
Muito obrigado!
Mais informações sobre o show em Cuiabá clique aqui
30 de novembro de 2009
Inesquecível!
Mas tudo eu tento passar para aqueles que ouvirem ou lerem tentem saborear esse momento que foi especial para mim. Particularmente eu tentei aproveitar cada momento que ia nascendo no decorrer da passagem no Rio, tentei observar a estrutura e armadura que estamos criando com cada apresentação que vem acontecendo, uma mais importante que a outra que por alguns segundos o torna mais que uma pessoa simples, mas relevando que tudo é passageiro e assim você volta a sua realidade e tentar ser você mesmo novamente para não ter a intenção de querer pisar nas nuvens.

Já na saída de Brasília já foi crescendo um momento marcante, encontrar um grande amigo o RAPadura chegando atrasado para o check in e desejando sorte para “nós” por que não só o Ataque Beliz iria fazer apresentação. Onde ao decorrer do vôo ficamos conversando sobre produções, homenagens, manifestações e parcerias. Um grande amigo que merece toda atenção quando estiver por perto, onde merece o respeito por ser um artista com talento mais que merecedor e reconhecimento pelo seu trabalho.
Mesmo apesar de ficar esperando a van que ia levar a gente direto para o Canecão durante 40 minutos, nada veio a chegar a tirar a nossa paciência, nem o calor de 35º graus que fazia no aeroporto Santos Dumond veio a irritar e confesso que se não fosse direto para passagem de som, apenas iria deixar as malas no Albergue e seguia o caminho da praia, mas primeiro as prioridades depois a diversão.
De tanto já ter tomado surra com problemas de produção que fazem ao contratar nosso show, pela primeira vez realmente me senti tratado como um artista. Não só pelo fato de chegar de van ao local e ter um camarim com o nosso nome na porta, mas sim pelo o fato da Equipe da CUFA está sempre disponível e atento a qualquer coisa que fosse pedida, toda a preocupação fazia parte e muita disposição do pessoal que pelo olhar você conseguia perceber o receio de jamais pensar em fazer algo errado com qualquer coisa que se acontecia naquele dia, afinal era 10 anos de Hutuz e todo o foco da cidade estava voltada para essa noite, por que era uma celebração da música negra e muita gente importante ia aparecer para prestigiar, apresentar e receber prêmios.
E por falar em artista é até engraçado falar sobre isso, por que eu mal encontro um por aí, e caminhar pelos bastidores e encontrar o camarim com o nome do Netinho de Paula, Caetano Veloso, Sandra de Sá é algo diferente para mim, por tem alguns que respeito e admiro o potencial e trabalho e ver pessoalmente você fica literalmente sem reação para não fazer o papel de fã, mas como controla isso? Tem que ser bem centrado e com foco na apresentação.
Na passagem de som fiquei feliz por ver que o Canecão era realmente como expressavam um lugar amplo, com mesas reservadas e uma equipe de qualidade tentando te dar toda atenção e querer resolver qualquer problema que estaria sendo causado naquele momento. Sei que tudo tem horário e conosco não foi de menos e assim que chegamos uma pessoa tomou a frente e disse que o mapa de palco estava com eles e já estaria montando a nossa estrutura. Na passagem de som foi como pit stop em Fórmula 1 coisa rápida de no máximo 10 minutos depois de ter montado todo o formato do show. Tudo perfeito na passagem de som e uma surpresa ao final, onde um dos técnicos do som disse que mais cedo Sandra de Sá e Dudu Nobre também passaram o som, ou seja não era só o Ataque Beliz que iria apresentar naquela noite.
Quem é artista sabe que isso é quase impossível. Ter um espaço para você poder ficar a vontade e guardar a ansiedade, mas vi que a coisa era feita com qualidade e ao chegar no camarim me deparei com uma porta que estava escrito o nome da banda nela onde todos se olharam e disseram “ohhhhhh” com aquele ar de surpresa por ver que realmente estávamos sendo tratados como merecedores dessa celebração e da vitória do RPB Festival. Onde dentro tinha dois sofás, espelho e ainda uma armação para colocar roupas que iriam ser usadas na apresentação. Ficamos por lá durante um bom tempo, mas sempre os organizadores batiam na porta e perguntavam se estava tudo bem ou se queríamos alguma coisa. Nisso eles entregavam refrigerantes, lanches, salgados, doces para degustar a vontade e sempre que tudo era acabado ia sendo reabastecido novamente.
Muita conversa ia rolando no nosso camarim e uma coisa começou a deixar a gente preocupado, por que fomos direto ao Canecão e nem passamos no Albergue para guardar as malas e ainda tinhamos bolado um roteiro para ir a duas lojas que gostaram da nossa música e formaram uma parceria em investimento de acessórios para o show que era o pessoal da marca Rei de Copas e da Jonny Size do Marcelo Falcão vocalista da banda O Rappa, mas olhamos no mapa e os endereços mostravam que o mais próximo era Rei de Copas que ficava praticamente ao lado do Canecão, o da Jonny Size era distante demais para pode ir, até poderia senão estivesse quase em cima da hora de rolar a apresentação e outra, horário de pico na cidade é tenso sair para chegar na hora marcada e por isso entramos em contato com a marca e eles oferecem de ir deixar lá.
Sei que chegava o momento do começo da festa, pelo menos era o que foi dito que ia rolar abertura a partir das 19:00, mas as 19:00 ainda eles estavam ensaiando a abertura e isso me deixava ansioso e por um tempo começou a aumentar a correria nos bastidores e ficamos no camarim na expectativa de alguém da produção aparecer e dizer que era o momento para subir no palco. Mas durante um bom tempo isso não aconteceu, por um lado ganhamos tempo e as roupas da Jonny Size e da Rei de Copas chegaram e fechou a única preocupação que estava martelando na nossa mente.
No grande momento, uma moça bateu na porta e disse que em 7 minutos iríamos apresentar-se, na mesmo segundo veio aquele momento que tinha já esquecido, que era de as mão começarem a suar, um frio na barriga e garganta ficar seca, coisas só acontecia nas primeiras apresentações, coisas que já fazem quase 11 anos que jamais tinha sentido e com as palavras da organizadora ligou novamente o botão da ansiedade. Estava tudo pronto, só precisava ser chamado mesmo, guitarra, baixo, baqueta, discos e notebook nas mãos seguimos rumo ao palco onde ficamos do lado direito ao fundo da cortina para esperar o chamado da Nega Gizza para mostrar o show. Nesse momento o que apenas ficamos foi esperar a chamada e enquanto isso dava para ver os olhares atentos a apresentação e de longe conseguia ver celebridades presentes como Quitéria Chagas, Sérgio Loroza e Regina Casé e uma que passou do nosso lado e desejou toda a sorte para abertura da festa que foi ex-atleta Robson Caetano que também ia apresentar um prêmio. O engraçado foi Mulumba Tráfica dizendo: Cara o Netinho de Paula estava do nosso lado e eu nem fui falar com ele! Nem eu tinha visto isso, mas acho que se tivesse não iria manifestar tal emoção, acho que isso dever ás vezes irritar dependendo do momento, poderia até cumprimentar, mas nada de muita importância.
Tinha apenas um foco, fazer um bom show para o público que era de imensa responsabilidade. Pode contar pelo o fato de serem todos artistas e como o público da periferia já foi ganho o respeito por respeita a luta diária do cotidiano, agora precisávamos mostrar isso a quem caminha na mesma trilha que a nossa. Enquanto Nega Gizza apresentava o prêmio como melhor produtor, a equipe do palco ia puxando bateria e teclado para um lado, guitarra e DJ para outro eu ia para o canto e com isso tentava me concentrar no que acontecia em breve. Fiz a volta e entreguei uma água ao DJ Gus que estava sozinho por lá e com isso disse a ele que estava nervoso, com isso um cara da equipe técnica me disse: “Cara nem precisa ficar. O melhor você já fez que foi ter vencido o RPB, agora vai lá e mostra a quem ainda não sabe por que vocês são os primeiros!”. Foi um dos melhores conselhos que já ouvi.Peguei o microfone sem fio, abaixei a cabeça, agradeci a Deus por todo esse momento que Ele me proporciona e que me dê forças para lutar e mostrar o melhor que existe em mim.
Quando a Nega Gizza anunciou a banda, ouve um breve silêncio que foi interrompido por Higo Melo com um curto discurso que deu início à apresentação na formação DJ e MC. Eu segui o ritmo que a música pedia e atendi o pedido do DJ Gus que pediu para focar em todos e se jogar de um lado para o outro no palco, olhado nos olhos de todos que estavam à frente e foi o que eu fiz. É engraçado como o filme passa rápido na sua cabeça enquanto você está cantando por que você presta atenção em quem assiste e em suas expressões faciais. Lembro de ver a cara do Caetano Veloso olhando frio como se não tivesse interessado muito pela música e ao seu lado estava o Sérgio Loroza com um sorriso na face e junto com ele Toni Garrido atento a música e movimentando junto no compasso da batida. Tudo estava saindo da forma que imaginávamos, eu olhava os meus amigos tocando e todos na mesma empolgação por ver que estava saindo tudo certo e a mesma energia estava sendo passada para cada um e com isso movimentando algumas pessoas da platéia e até pessoas que soam bastante conservadores. Sei que é complicado a quem ler isso tentar sentir o que eu senti na hora da apresentação, foi muita emoção fazer esse show e ver que pessoas que sou fã ou apreciou como Racionais Mc’s, GOG, Emicida, Toni Garrido, RAPadura, Sandra de Sá sendo expectadores da nossa música não tem palavras que define esse momento.
Depois de fazer um bom show de apenas uma música era hora de correr, desmontar os equipamentos, guardá-los e trocar de roupa para assistir a premiação onde fiquei feliz ao ver pessoas como Lívia Cruz, DJ Raffa e Atitude Feminina receber prêmio, assim também fiquei ao ver meu amigo RAPadura levar o prêmio como revelação do norte/nordeste e criticar a quem o define por sua roupa e bater palma pelo rap-embolado que fez assim que recebeu o troféu. Moral também foi ver GOG levar dois prêmios e um deles ele convidar o Ataque Beliz, DJ Marola e o RAPadura para subir junto para recebê-lo e nisso recitar “Brasil com P” e deixar a platéia eufórica com os versos onde até ao meu lado Quitéria Charas que fez a entrega queria saber se um curso poderia virar MC e eu apenas respondi que precisaria de vivência, inspiração e fazer por amor para ser um grande poeta.
A noite foi realmente marcante. Coisa que não quero esquecer, coisas que quero contar para minha filha sempre e que ela conte aos meus netos e por aí vai mantendo sempre a energia positiva que senti. De ver tantos grupos importantes, celebridades e referências nos esportes juntos e até ás vezes ao lado e ver que todos são como nós, pessoas. Algumas simples, outras estrelas, mas são pessoas que são julgadas pelo seu talento e valor como pessoa. Como Netinho de Paula que encontramos nos bastidores e veio cumprimentar e dizer que adorou nossa música e que tinha recebido o nosso cd e viu que temos altura para poder competir com os leões da música. Toni Garrido também gostou do show, achou bacana a fusão DJ e Banda e desejou toda a sorte do mundo, são esses detalhes que marcam em nossa memória.
Como disse no twitter, nunca fui num Hutuz, mas para mim esse foi o melhor de todos por eu ter assistido, apreciado, apresentando e sido elogiado por músicos que admiro e visto que nada é simples, que sonhamos acordados e com isso conseguimos chegar em lugares jamais fantasiados.
Bom, acho que isso resume o grande show!
Boa semana!
24 de novembro de 2009
Outro resumo.
Sei que alguns ficaram com receio de passar na frente da câmera que registrava o momento, mas mesmo depois que acabava uma música e antes de entrar outra eu convidava o público que estava ao lado esquerdo querendo ter um lugar mais apropriado para ficar a vontade em poder conferir o grande show, afinal o lugar tinha capacidade para 200 pessoas e o lado direito estava literalmente vazio.
Apesar de que não sou muito de ficar ligando para isso, mas sempre é bacana ver pessoas de diferentes classes e que curte outros gêneros assistindo seu show. Sei que muitos ali nem iam conferir o show e sim por que estavam apreciando a programação da feira e por causa de aplausos e gritos ao fim de cada harmonia iam chamando atenção de alguns e outros não.
Mas os poucos que foram convidados a assistir viram que não estamos representando o Distrito Federal por falta de opção e sim pelo fato de provar que fazemos música de qualidade e originalidade.Recebemos críticas favoráveis a respeito da apresentação e isso me deixou bastante feliz. Posso chamar isso momento de “combustão” para continuar seguindo o mesmo ritmo que existe desde o princípio.
Mais uma vez, agradeço a quem foi e a quem não foi, fica para a próxima.
Os créditos das fotos são de Nininha Albuquerque.
Por hoje é só!
12 de novembro de 2009
Resumo.
Sem contar a festa surpresa que foi organizada para Higo Melo que ficou sem graça quando a banda cantou os parabéns!
As imagens foram feitas por Weverson Paulino do flickr Namuchila.


Boa semana a tod@s!
8 de novembro de 2009
Emocionante.
Sempre comento sobre algum show que fortaleceu e não farei diferente para dizer sobre o grande lançamento do cd Homônimo do grupo de São Sebastião/Paranoá Diga How onde são formados por John e Magú onde trabalham sobre o cotidiano, amor, geografia e literatura. Fiquei feliz por eles terem convidado o Ataque Beliz para participar dessa grande festa. E como prometido, fiz o convite ao rapper Dam Mc para fazer parte de nosso show onde ele apresentou duas canções e uma delas foi a tal divulgada em twitters e orkuts chamada “Meu R.A.P.” onde deixou o público feliz em ter assistido, apesar de ser uma atração surpresa ele conseguiu conquistar o seu espaço e digno merecimento de aplauso.
Assim como tinha pessoas para prestigiar o Diga How, não aconteceu o contrário para o Ataque Beliz. Sei que muitos não prestigiaram a nossa classificação em junho para representar o Distrito Federal no Rio de Janeiro pelo RPB, mas agora puderam perceber a musicalidade e expressão de cada instrumento que preencheu o palco do Aquarius Bar. O público ficou encantado com a instrumental de jazz que foi apresentada ao início e com as escalas que foram colocadas nos solos de Sax de Marcos Portela que em cada refrão da música “madrugada” ele pode colocar com amor e simplicidade uma bela canção que foi cantada com coro.
Não posso deixar de comentar sobre o guitarrista que fortaleceu o nosso show que é antigo integrante da banda Rajada Morgana. Cícero provou que pode ser um novo integrante da banda, afinal foi bem recebido pelo baixista Henrique Cardoso e o baterista João Paulo.
Fizemos abertura da grande festa e colocamos o público para ficar a vontade e esperar que depois de nosso show poderiam esperar o que ainda estava por vir e eles foram fiéis e esperaram cada apresentação que ia chegando e sendo apresentado pelo mestre de cerimônia Vinicius Borba que cativava o público por sua simplicidade e liderança. Quando Vinicius anuncio a chegada do grupo Radicalibres o público correu para a frente para sentir a energia e calor dos versos que Preto e Moura transmitem na poesia crua e original do cenário do rap brasiliense. Teve até invasão de palco onde um fã entusiasmado queria um aperto de mão, por infelicidade dele o segurança foi um pouco além dos limites e teve que retirá-lo do evento, mas nada disso abalou a festa e sim animou mais a platéia que gritava com cada música a ser tocada.
E quem acha que depois da apresentação do Radicalibres a casa ficou vazia, pura inocência de quem achou. Com todo o discurso e liderança de um grande professor o integrante Markão do grupo Aborígine mostrou toda educação e profissionalismo ao subir pedir licença, cantar com alma e encher os olhos de alguns com seus versos. Mesmo tendo um problema técnico com o som, Markão mostrou toda postura e com os pés no chão levou cerca de três músicas praticamente na “acapela” e com isso teve mais expressão e assim os ouvintes ficaram assim presos por seus versos e fixados em seus movimentos precisos onde cantava sobre a terra e o coração de cada trabalhador desmerecido que existe nesse país. Foi merecido e aplaudido por todos e isso é o sentimento que vejo em pessoas que fazem música por amor.
Um bom tempo depois foi tudo voltando ao normal, conseguiram resolver o problema do som e com isso já convidaram o grupo CR2 para esquentar ainda mais a festa onde não pararam um minuto e usaram harmonias em nível de G-funk para compor a grande festa com a música “rolê na quebrada”. TG, Snake, GH e DJ William são mais um grupo merecedor de ser grande exemplo da nova safra da geração de rappers da cidade do Paranoá.
Depois de tanta energia de êxtase colocada na Aquarius Bar o grande momento chegou. Ao subir no palco John e Magú levaram bandeira e única estrela do seu grande time botafogo para o palco, onde o público gritava e aplaudia em coro com a canção “Diga How” e sem parar por aí emendaram na canção que também foi cantada por todos a música “Quem lê, viaja” vencedora do festival na cidade da Samambaia e no Festival Sucupira como a melhor letra. Agora uma particularmente que tocou e cantei do começo ao fim foi a grande “Expectador dos Sentimentos” onde ele transmite a simplicidade que existe num ser. Em quem acha que surpresas acabaram eles convidaram ao palco o rapper GOG que escreveu mais uma página do Hip-Hop do Brasil cantando junto a música “Sujeito de Sorte” onde a galera aplaudiu eufórico pela grande surpresa e humildade que existe no rapper GOG. Que logo ao fim da canção GOG fiz um discurso emocionante falando sobre o Diga How e incluiu artistas como RAPadura e contou a novidade que é Nego Dé o novo integrande do QG Só Balanço e ao fim ele comentou sobre a nossa vitória no RPB e a felicidade que teve ao saber que trouxemos o título ao Distrito Federal.
A festa foi uma grande celebração. Onde tive o prazer de reencontrar velhos amigos como RAPadura e a professora Rasta Bel onde ficamos gastando risadas e saudade de tempos antigos.
Esse fim de semana eu posso dizer que foi quente e cheio de artistas, amigos e verdadeiros compositores da música de qualidade que é rica e que ainda respira nesse imenso cerrado.
Quem não foi perdeu!
4 de novembro de 2009
reconhecimento.
Confira algumas imagens registradas por Karla Ramalho e Nininha Albuquerque feitas no show do fim de semana.

Confira mais fotos sobre os dois shows aqui
Abaixo tem um vídeo registrado pelo site Paranoa.com do show realizado na cidade do Paranoá no dia 24/10.
Em breve mais novidades.
2 de novembro de 2009
Nota parte II.
Eu fiquei mal por isso, por que sempre reclamo sobre esse detalhe quando acontece conosco de quererem mudar nosso horário de show ou colocar outra banda antes de nós. Também fiquei mal por saber que tinha um público nos esperando, alguns que gostam do nosso trabalho e outros por curiosidade por querer saber quem são os vencedores do RPB Festival.
E no lugar do Dam Mc também estaria chateado, por marcar algo que já fazia dois meses e no momento mais precioso para acontecer não aconteceu. Eu poderia ter ligado e ter dito que não rolaria de chegar lá a tempo, mas seria muita estupidez fazer isso, por que não se desmarca nada em cima de hora. Por isso não desmereci seu trabalho, ainda fiz esforço em chegar e dizer a quem estivesse por lá esperando o meu pedido de desculpa pelo atraso.
Não sei por que ainda tenho essa inocência de acreditar que tudo vai dar certo. Que nada vai atrasar, que tudo começa no momento marcado do panfleto. Enquanto o grupo Aquilombando se apresentava na 714/15 por que logo em seguida era o próximo a se apresentar, mas enquanto isso não acontecia, eu ficava olhando no relógio e a cada minuto que se passava minha cabeça rodava milhares de questões sobre como estaria o outro evento, o que vão pensar, etc...
Eu sou assim, por que não existe essa de um evento ser mais importante do que o outro, para mim “show” é “show” e sou o mesmo em cima de um palco no Canecão do Rio de Janeiro cantando para dez mil pessoas e também sou o mesmo tocando num palco de madeira para apenas vinte pessoas. Isso nunca muda, por que tem que ser o mesmo. A mesma energia, ideologia, simplicidade, respeito e amor.
E por esses detalhes, se falhamos em algo, existe uma contra-partida para resolver essa pendência que o Ataque Beliz criou no sábado. Para recompor a harmonia e provar que humildade e respeito andam do mesmo lado. Convidamos o rapper Dam Mc para participar do nosso show dia 06/11 no Aquarius Bar na cidade de São Sebastião no lançamento do cd Homônimo do grupo Diga How. Teremos um show de 30min e vamos ceder três ou quatro músicas para ele se promover e divulgar seu trabalho a quem não conhece e também colocar a disposição do público o seu mais novo single “Meu R.A.P”.
Afinal, reconhecermos nossos erros e respeitamos quem corre conosco. E essa atitude é o mínimo que pudemos fazer. Está aberto o convite!
Atenciosamente.
23 de outubro de 2009
Nota.
Quando o assunto é tratado na camaradagem tudo se torna uma grande furada. Sei que precisamos ter contatos por que ninguém é apenas algo pelo seu talento, tem que ter um “Q.I” para ser um percurso menor, mas ás vezes esse detalhe não vale de nada. Pior mesmo é pessoas acharam que somos amadores, que pensam que começamos a cantar em dois meses e tanto faz. Tanto fez você subir no palco, montar a estrutura do seu show e sem comunicação ou decisão e no mesmo minuto tiram tudo a força quase quebrando instrumento que vale cerca de seis mil reais e para ser sincero o cachê não pagaria o conserto do equipamento e com isso, deixa nossa dignidade de lado para apenas colocar um artista que nada representa onde eu moro, que apenas vai subir, cantar e buscar seu cachê, suas fãs e seu camarim bem estruturado.
Enquanto levamos o nome da cidade para o Rio de Janeiro ou qualquer canto do país com pouco patrocínio, tendo o direito de representar a cidade no grande Canecão em novembro onde artistas como Djavan, Tom Jobim, Caetano Veloso, Chico Buarque, Elis Regina, etc... Para ter que ouvir de organizadores para ficarmos calmos depois da palhaçada e ainda tentando comprar nosso “valor” com área VIP cheia de comida, drinks e mais um monte de merda que eu não estou ligando ou chegam como se nada tivesse acontecido e vem “ironizando” que depois que tal “forrozeiro” se apresentar podemos não ter apenas uma hora, mas uma hora e vinte minutos ou até duas horas de show. Onde nem camarim podemos ficar pelo fato de sermos barrados pelo segurança que recebeu ordens de deixam acesso somente à banda do tal “forrozeiro”. Muita desorganização por ele,s que até depois de muita conversa consegui uma garrafa de água por que nem isso tinha para a banda.
O engraçado que ainda querem manipular o público, tentando passar a imagem que tudo está tranqüilo que cedemos o espaço para a banda de fora e enquanto remontamos o show temos que aturar piadas sem nexo a fim de querer lamber o saco roxo depois de toda a confusão que causou. Querem passar a imagem que são uma grande produtora e belos organizadores merecedores do Prêmio Nobel.
A verdade dói isso eu sei, mas não somos palhaços para aturar tal sacanagem. Se fez à besteira nem adianta corrigir, pois sei que vai ficar pior, se fez algo de errado, reflita depois de ouvir o que temos a dizer, não é simplesmente bancar o moleque e querer mandar cortar o som quando estivemos denunciando seu mau atendimento a nossa banda e produtora.
O público é fiel, o público esperou e gostou do que viu e eles sabem que podemos representar o Paranoá em qualquer canto do Brasil ou do Exterior e eles não tem nada a ver com isso e por isso não desistimos de tocar mesmo ter ficado estressado com tanta irresponsabilidade feita sem tal administração. Poderíamos ter deixado de se apresentar, mas como eu disse o público não nada a ver com isso. A culpa não é de quem é contratado e sim de quem contratou por ter colocado pessoas sem conhecimento com produção de show que apenas querem tirar o seu. Como Higo Melo mesmo disse: “A administração via passar, mas o povo não!”.
Ataque Beliz vai seguir firme sem desistir de nada e se por acaso se interessarem por nosso trabalho e se quererem contratar novamente, vão ter que seguir as regras do contrato, senão gostar dá licença que procuramos outro show em outro lugar para fazer apresentação. Quem perde com isso? O público de fato. Alguns podem até dizer: “Eles não tem mais humildade e agora são estrelas...”.
Mas apenas vou dizer a quem se ofender que não somos nada disso, apenas estamos VALORIZANDO O NOSSO TRABALHO, por que senão fizermos isso afinal quem vai fazer?
20 de outubro de 2009
Ensaio.
Por falar em shows a preparação para o próximo que será na quinta-feira no 52º aniversário do Paranoá está cheio de novidades. Apesar do time está desfalcado sem o Henrique que é baixista conseguimos em cima da hora outro substituto. Uma vez vi o ensaio de um grupo de samba daqui chamado Executivos do Samba e vi um cara fazendo alguns solos e grooves no baixo e fui apresentado a ele, Patrick seu nome um excelente baixista que em questão de poucos dias pegou todas as faixas que serão tocadas na festa, eu fiquei impressionado por sua dedicação e facilidade e o resultado foi perfeito onde não só eu quando Higo Melo, DJ Gus e Mulumba Tráfica ficamos literalmente de cara...
Todos as noites está sendo esse processo, por que queremos um show perfeito onde o público possa compreender por que realmente vencemos o RPB Nacional e por mostrar também que somos uma banda que pode representar o Distrito Federal dentro e fora do país. Hoje passamos o ensaio com o trio de metais para fortalecer e agradar os fãs que esperam por nossa apresentação e em breve estarei disponibilizando no youtube, pois sei que muitos não poderão assistir, mas que fiquem sossegados que em breve estará disponível para ser visto quantas vezes quiser.
Boa semana a tod@s!
11 de outubro de 2009
Resumo de sábado.
O vídeo foi feito por um fã que já disponibilizou na net, está incompleto, mas dá pra sentir a energia que foi transmitida no momento.
Quem estava lá pode descrever como a sensação e quem ficou ausente receba as vibrações.
Fotos por Rafael Fragoso
8 de outubro de 2009
De fã a artista...
Como era bom assistir os videoclipes e ver alguns artistas que nem sempre estão na mídia depois que peguei a cópia da VHS que meu primo fez, perceber e viajar em cada roteiro criado e ver como esse mundo musical é fascinante...
Hoje estou nesse mesmo universo, onde encontro pessoas algumas vezes, pessoas que apenas via sua imagem em videoclipe ou capa de CD, hoje aperto a mão, comprimento e troco assuntos no mesmo nível, sorrimos em qualquer piada, temos o direito até de uma pose para a foto e por culpa do acaso criamos músicas! Afinal não ganhei promoção em rádio, ou escrevi para algum programa para ter essa oportunidade, realmente estou nesse mesmo espaço por que sou artista!
Ainda estou aprendendo a lidar com isso, mas às vezes me perco e percebo que sou um fã antes de ser mais que isso. Uma prova disso é receber uma ligação do rapper GOG convidado o grupo Ataque Beliz para participar de uma música onde diversos artistas estariam envolvidos. Pode chegar ao estúdio e encontrar músicos como Alexandre (Natiruts), Ellen Oléria, Nego Dé, Vera Verônica, Digão (Raimundos), Provérbio X, Georgia W. Alo e Marcelo Mira unidos para gravar uma música onde canta o tema “Música e Liberdade” é quase que irreal.
Pode fazer parte desse projeto foi muito importante para minha carreira, pode fazer parte dessa equipe de talentos e escrever mais uma história no cenário cultural e também uma importante conquista para o Distrito Federal.
De fã a artista, de compositor a intérprete, de sonhador a realizador. Tento explicar o que realmente senti nesse Quarta-feira, mas ainda no meu coração e mente ainda está complexa a resposta, apenas tento viver e agradecer a Deus e a quem acredita na nossa musicalidade que prefere seguir sempre em busca da qualidade e simplicidade.
Em breve mais novidades sobre esse trabalho.
5 de outubro de 2009
Do DF para o RJ, do RJ para o Mundo!!!
Sabe, valeu a pena correr atrás de patrocínio assim como também valeu a pena ficar rouco ensaiando todos os dias apenas uma música. Valeu a pena aceitar a proposta de colocar dois novos integrantes na banda João Paulo (bateria) e Henrique da Silva (Baixo), realmente valeu a pena somar com vocês...Somos a prova viva que o Hip-Hop do Distrito Federal ainda respira, que tem qualidade e que pode ser referência no Brasil. Desde ter escutado GOG e ter dedicado a música na grande final ao rapper X do Câmbio Negro entramos no jogo com público diversificado e verdadeiro. Demos um passo largo e sem corta caminho, lutamos, acreditamos e fomos reconhecidos pelo belo trabalho que colocamos ao ouvido do público.
Quero agradecer a quem ajudou diretamente ou indiretamente, aos amigos que sonham nosso sonho e também aos inimigos que tem a sua crítica e não se interessar ao nosso trabalho meu muito OBRIGADO!
Ps. Agradeço a todos para não lembrar de alguns e esquecer de outros.
1 de outubro de 2009
Rio de Janeiro, depois o mundo!
Bom, fim de semana Rio de Janeiro, depois o mundo!
Quero voltar e contar sobre o triunfo.
Abraço a quem sempre apóia e acredita.
atenciosamente,
Benjamim.
1 de setembro de 2009
Registros.
Enquanto isso não acontece, pode desfrutar de algumas que já estão como back-up na minha nova conta do Flickr.Tanto em carreira solo quanto com o grupo Ataque Beliz está incluído nesse registro.
Interessado?
Clique aqui.
14 de agosto de 2009
Making Off.
O roteiro foi elaborado uma semana antes e como fazemos com as nossas canções, cada um fez o seu, porém depois sentamos e estudamos cada cena de cada parte. Fiquei sabendo agora como é o processo original para montar um roteiro, porém não deixo de usar a minha forma que é simples e sempre inicio o processo baseado em quadrinhos. Primeiro desenho cena por cena, com planos de câmera para que a fotografia fique fiel ao que eu quero, e em seguida, vou colocando numeração em cada quadrinho e por fim começo a escrever qual câmera, qual frase é usada na cena, etc...Ontem foi demorado, bem mais que “A Poesia” pelo fato de mudarmos a fotografia e por gastar quase uma hora e meia de trabalho duro para montar o cromaqui.
Para quem não conhece, cromaqui é o processo, criado no final dos anos 30, permaneceu basicamente inalterado por décadas. Um ator era filmado em um palco diante de uma parede ou pano azul ou verde, e então uma cena de fundo diferente era filmada. Os técnicos removiam a cor do fundo com uma máscara, produziam transparências positiva e negativa, sobrepunham manualmente as fitas e as projetavam em um filme virgem – criando assim a cena composta final.
Cada integrante fez três seqüências para ter mais aproveitamento em sua parte e assim poder mudar mais rápida a cena e por velocidade e entretenimento para o telespectador. Algumas fotografias foram feitas para colocar perfeição na cena e dar um ar de novidade ao videoclipe que resume a fabulosa história de mc’s no universo chamado hip-hop.Em breve, estará no ar também o making off da gravação do vídeo, não antes do videoclipe para não estragar a surpresa.
Por enquanto é só.